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PARADAS

Da clandestinidade às Paradas do Orgulho LGBT


Até os anos 50, a vida social dos LGBT era totalmente clandestina. Quem se arriscava a manifestar abertamente sua orientação sexual corria o risco de ser preso. Mas com o surgimento do movimento de contracultura na década de 60, que pregava, entre outras coisas, a liberdade sexual, a comunidade LGBT se animou com a possibilidade de ser finalmente reconhecida socialmente. Só que a sociedade, representada por políticos conservadores, viu neste movimento uma ameaça iminente à ordem social e intensificou a repressão que já era rotineira.
Incomum, no entanto, é que alguém resistisse à repressão. Por isso, quando em 1969, a polícia de Nova York invadiu o bar Stonewall Inn, freqüentado por gays e lésbicas, ficou surpresa com os violentos protestos que se seguiram. Cansados das perseguições e humilhações, eles se rebelaram e enfrentaram a polícia por mais de uma semana. Sinal de que algo estava mudando, o episódio se transformou em marco inaugural do movimento gay. No ano seguinte, no dia do aniversário do protesto de Stonewall, a Frente para Libertação Gay organizou uma marcha em Nova York, sendo imitada por outros grupos ativistas em Los Angeles e São Francisco. Essas primeiras paradas, que tinham ao mesmo tempo um caráter sério e divertido, acabaram inspirando a realização de outras manifestações ao redor do mundo.
A partir dos anos 80, no entanto, houve uma mudança no perfil das paradas. Elas passaram a ser mais organizadas, porém menos radicais, ganhando um caráter cada vez mais festivo. Renomeadas desde então como Paradas do Orgulho GLBT, acontecem no meio do ano em várias cidades do mundo, em referência ao episódio de Stonewall. Apesar de manterem um pouco da proposta ativista, transformaram-se também em uma grande festa onde a música, as danças, as performances e as caracterizações, além dos eventos paralelos, atraem cada vez mais participantes, não só membros da comunidade como também simpatizantes e curiosos. Evento que quanto mais aumenta de proporção em várias cidades do mundo, mais ganha o apoio e o patrocínio de governos, entidades e empresas privadas.

Inicialmente freqüentadas apenas por gays, hoje as paradas viraram uma grande festa popular. Atraem cada vez mais um público eclético, formado por jovens heterossexuais, famílias, simpatizantes, curiosos, entre outros, que vão ao evento para se divertir com a música e com a enorme variedade de tribos ou “identidades” que a cada ano surgem dentro da genérica categoria gay. Entre elas, os transexuais, os travestis, os bissexuais, os ursos, os barbies, susies, entre inúmeras outras autodenominações, que sempre contribuem para a animação da festa.

Em Niterói, o Grupo Diversidade Nacional, começou a realizar a Parada do Orgulho GLBT de Niterói no ano de 2005, com o Fórum da Diversidade.
Em Niterói, o Grupo Diversidade Nacional, filiado ao Fórum Estadual (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) do Rio de Janeiro, promoveu e idealizou todas as PARADAS DO ORGULHO GLBT DE NITERÓI.
A PARADA DE NITERÓI é uma realização do Fórum da Diversidade, grupo que reúne além do GDN, mais de trinta entidades e associações ligadas à causa GLBT, como a Prefeitura de Niterói, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Grupo Arco-Íris. Seu principal objetivo é reivindicar o fim da violência homofóbica que já fez muitas vítimas nesta país. Além disso, o GDN quer que os cidadãos niteroienses reflitam sobre os problemas enfrentados pelas LGBt's, para isso o GDN divulga uma “Carta aos Cristão” com o objetivo de conscientizar os religiosos sobre a discriminação em nossa cidade e uma “Carta Compromisso aos Candidatos” que estabelece o compromisso dos candidatos a Câmara e a Prefeitura com a população GLBT.
A PARADA DO ORGULHO GLBT DE NITERÓI é um marco do respeito às diferenças e da conquista de liberdade para a cidade, uma vez que se apresenta como o segundo maior evento do município, perdendo apenas para o Reveillon. Ela é o ponto alto da Semana da Diversidade, que já é lei aprovada na cidade de Niterói, que conta com Festivais Culturais, Shows, Campeonatos Esportivos, Debates e palestras que acontecem para aquecer a sociedade Niteroiense para a Parada.


(Adaptado de http://pessoas.hsw.uol.com.br/parada-gay3.htm)

 

 

 

 

 

 

 
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